quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mulheres de Ben na Oca

Foi estréia, cheia de amigos. Estar novamente no palco com o Carlos Henrique, Ale Mendes e a Danni Calixto foi coisa muito especial. Que 2011 seja cheio de bons encontros como esse! 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Papai Noel Velho Batuta - Garotos Podres


Papai Noel velho batuta

Rejeita os miseráveis

Eu quero matá-lo

Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos

E cospe nos pobres

Presenteia os ricos

E cospe nos pobres

Pobres, pobres

Mas nós vamos sequestrá-lo

E vamos matá-lo

Por quê?

Aqui não existe natal

Aqui não existe natal

Aqui não existe natal

Aqui não existe natal

Por quê?

Papai Noel velho batuta

Rejeita os miseráveis

Eu quero matá-lo

Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos

E cospe nos pobres

Presenteia os ricos

E cospe nos pobres

sábado, 18 de dezembro de 2010

Yeda Thelma e Louise

Que saudades vai deixar a Yeda...quando teremos novamente tantos motivos para sorrir? Poderiam ter ido para Cambará do Sul, aquela paisagem, aquele canyon, voar, voar...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

LLAMADA PORTO ALEGRE

LLAMADA PORTO ALEGRE:
Oficinas de candombe e encontro festivo com tambores uruguaios e brasileiros

Convidado especial: Sebastián Jantos* (Uruguai)

No mês da consciência negra, Tamborearte Produções e o Centro Cultural Afro-Sul Odomodê promovem a integração de tambores brasileiros e uruguaios. O evento aconterá em dois momentos: uma oficina e uma festa, ambos ligados ao candombe, cultura popular e tradicional afro-uruguaia tocada e dançada principalmente no período de carnaval.
A oficina acontecerá em três módulos progressivos, dias 24, 25 e 27 de novembro, das 19h às 21h. No sábado, último dia da oficina, será realizado um encontro festivo na qual o oficineiro, compositor e multi-instrumentista uruguaio Sebastián Jantos e seus convidados especiais (Filipe Narcizo, Lucas Kinoshita e Zé Ramos) farão um show autoral para abrir a noite. Seguem a festa o grupo Maracatu Truvão e a cuerda de candombe do oficineiro, Guerreros Ijigbò. Por último, e em comemoração ao legado percussivo africano, as alfaias e os tambores uruguaios farão uma integração com tambores irmãos. Dentre eles, o gaúcho tambor de sopapo, os djambês do Odomodê Tambor, os berimbaus e os tambores de Maçambique do Nação Periférica.
Durante a festa, os oficinandos terão a oportunidade de mostrar o resultado tocando juntos em uma comparsa, formação com grande número de tambores de candombe. O grupo Africanamente fará uma roda de capoeira Angola e nos intervalos das apresentações, Lucas Luz discotecará seu set cheio de ritmos das diversas culturas tradicionais e populares do Brasil. Dentre eles, côcos, maracatus, congados, carimbós, cirandas, caroços, bandas de pife, afoxés, jongos, sambas de roda e é claro, candombes e murgas uruguaias.

Oficina: 24, 25 e 27/11
Horário: 19h -21h
Investimento: R$ 20,00 cada módulo, pacote antecipado dos 3 módulos R$ 50,00.
Festa Show: 27/11
Com Sebastián Jantos e convidados, Cuerda Guerreros Ijigbó, Maracatu Truvão e tambores irmãos.
Horário: 22h
Ingresso: R$ 8,00

*Sebastián Jantos é músico e multi-instrumentista: arranjador, compositor, toca percussão, baixo, guitarra, violão, acordeón e canta melodias com peculiaridades rítmicas. Apreciador e pesquisador da música brasileira, tem feito shows por Maranhão, Ceará, Santa Catarina, Curitiba, Porto Alegre, Pelotas, entre outros. Sebastián tem um CD lançado intitulado “Fui Yo” e está gravando outros 2, “Hoy” (também solo) e “Próximo”, com Javier Cardellino. http://www.myspace.com/sebastianjantos

Oficina de Percussão: Tambores de Candombe

Com Sebastián Jantos (Uruguai)

O Candombe é uma manifestação da cultura popular uruguaia com suas raízes na herença percussiva africana. Os tambores são tocados nas ruas, principalmente nos carnavais e feriados, acompanhados de muita dança. Em grande número, os tambores consituem uma comparsa e em menor número são chamados de cuerda, que deve ter no mínimo 3 tambores: o chico (mais agudo e com função de condução), o repique (médio e responsável pela clave e floreios) e o piano (o mais grave e que dá a marcação), cada um tem uma técnica específica de ser tocado.
Com foco na prática e integração dos participantes, a oficina abordará alguns ritmos tocados no carnaval Urugauio, como o Candombe, a Habanera, o Milngón e os Afros, além da contextualização e história da música afro-uruguaia.

Datas: 24, 25 e 27/11 (quarta, quinta e sábado).
Local: Afro-Sul Odomodê (Av. Ipiranga, 3850).
Horário: 19h às 21h.
Faixa etária: a partir de 13 anos.
Nível: não há pré-requisitos. Se tiver tambor de Candombe e baquetas, favor levar.
Preço: R$ 20,00 o dia de oficina. Pacote com os 3 módulos R$ 50,00 até 22/11.

Inscrição e reservas:
Pelo e-mail: jumkino@terra.com.br , aos domingos no Odomodê, das 12h às 15h no restaurante Mantra (Rua Santo Antônio, 372) ou no instituto de bateria Bateras Beat (Rua Garibaldi, 698).
As inscrições só serão efetuadas a partir do pagamento e as vagas são limitadas.

Módulos da Oficina de Candombe:

Módulo I

01. Introdução;
02. Construção, desenvolvimento e evolução do gênero em um marco de referência geográfico e temporal;
03. Primeira aproximação aos elementos musiciais do candombe;
04. "Ping-Pong" de perguntas e respostas.

Módulo II

06. Estudo pormenorizado dos elementos musicais do candombe (os tambores, sua técnica de execução, os padrões rítmicos e suas variações conforme os bairros de Montevidéu;
07. Prática com os participantes.

Módulo III

08. Prática com os participantes;
09. Introdução a outros ritmos tocados nas "comparsas afro-uruguaias"
10. Formação de uma "cuerda de tambores" para sair na rua tocando.

Assuntos Abordados:

ANTECEDENTES HISTÓRICOS:

Orígens
As nações
Das nações às sociedades
As comparsas das sociedades de negros e “lubolos”
Os tambores
Os bairros

A MÚSICA AFRO-URUGUAIA:

A expressão musicalo afro-uruguaia
O tambor
Toques básicos
A música dos tambores
Toques de madeira
Toques de piano
Toques de chico
Toques de repique
Música que executam os tambores nos cenários de carnaval.
Milongón
Habaneras
Afros
APOIOS: Ponto de Cultura Ventre Livre, Catarse Coletivo de Comunicação, Nazari Stúdio, FÉsta Pesquisas em Culturas Populares e Tradicionais, Instituto de bateria Bateras Beat, Bataclã FC, Nação Periférica, Mantra Restaurante, Africanamente, Maracatu Truvão e Pizzinha.

REALIZAÇÃO: Tamborearte Produções.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Bataclã em Baile Psicodélico

É no Garagem Hermética, Barros Cassal, 386, Porto Alegre.
Custa R$ 15,00.
Bataclã FC e Arnaldos.



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Negro Sopapo

O Sopapo quase foi esquecido. Pra mim, hoje, ele representa a cultura mais verdadeira do Rio Grande do Sul. Na quinta-feira, 21 de novembro, estivemos no Ponto de Cultura Ventre Livre para gravar o videoclipe da música O Grande Tambor, de autoria do Mestre Griô Paraquedas. A música vai fazer parte de um documentário de mesmo nome que resgata a história e a cultura deste instrumento de percussão típico do sul do Rio Grande do Sul, que remonta a época das charqueadas e foi presença importante nos carnavais de Pelotas e Rio Grande entre as décadas de 40 a 70 aqui no estado.
Leia a íntegra do artigo da Têmis no blog da Bataclã FC.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Bataclã em noite mágica

Foi no Teatro Renascença, noite de fogo, luz e sombras.



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bataclã no Festival de Música de POA



Dia 3 de outubro temos mais uma oportunidade de comemorar nossos 13 anos de estrada. A banda tem a honra de fazer o show de intervalo da final do Festival de Música de Porto Alegre. Festival que viu nascer, nos altos da Glória em 1998, a sonoridade mestiça da banda. O show será no intervalo entre a apresentação dos concorrentes e a divulgação dos nomes dos vencedores. O Show inicia a partir das 20h, no Teatro Renascença, Érico Veríssimo esquina com Ipiranga.
Ouça nossas músicas e veja o que estamos fazendo no site Felicidade do Bataclan.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A busca de Maria

Do blog da Têmis, São Linhas
...vídeo feito ano passado dentro do projeto Ponto Brasil. foi uma experiência única de criar conteúdo de forma colaborativa e desenvolver arte audiovisual livremente. grande aprendizado...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Trilha d'O Grande Tambor

As coisa se desenvolvem em grande velocidade nesse momento. Em 10 dias teremos as 4 músicas compostas para Trilha sonora do filme O Grande Tambor, que trata do tambor de sopapo e da história do negro no Rio Grande do Sul, finalizadas. A elas se juntarão canções de Richard Serraria e Bataclã FC em um cd que vai acompanhar o material produzido pelo Coletivo Catarse.

esse vídeo mostra um pouco do nosso trabalho no estúdio. No baixo o grande Filipe Narcizo, na mesa o não menos grande Galuco Minossi, eu falando bastante e o Kino só de olho com o que fazíamos em cima dosseus belos arranjos percussivos.

sábado, 4 de setembro de 2010

O GRANDE TAMBOR

Recentemente o projeto de resgate histórico do tambor de sopapo iniciou uma nova e importante etapa. O documentário, agora batizado de O GRANDE TAMBOR, começa a tomar forma nas mãos da montadora Têmis Nicoalidis e a mostrar suas formas.Chegou o momento de reunir as informações, as imagens, os sons para decidir o quê e como irão compor o livro, a cartilha e o banco sonoro que resultam o projeto. Intenso trabalho pro nosso designer e ilustrador, Rafael Corrêa (clique aqui e conheça o blog do Rafael).E toda equipe, em especial a produção, se prepara para o lançamento em novembro. Que tá logo ali!Assista ao primeiro teaser com as sábias palavras de Giba Giba.

Saiba mais sobre o projeto no blog Tambor de Sopapo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Polícia para quem precisa...

A comunidade do primeiro quilombo urbano reconhecido e titulado no Brasil está se sentindo ameaçada pela polícia. Os moradores do Quilombo dos Silva, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre, dizem estar acuados dentro de seu próprio território. Eles têm medo até de sair ou chegar em casa, e denunciam que policiais militares começaram a agir com abuso de autoridade, revistando rotineiramente os jovens e adultos, constrangendo as crianças que brincam na praça em frente ao quilombo, o que culminou com a detenção e espancamento de um quilombola dentro de sua própria residência. Leia mais em Coletivo Catarse.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ensaio na Redenção

Era outono, a Redenção servia de inspiração, Magnólia cuidava os arredores, Kino tocava o Sopapo Colorado, minha barba ainda estava curta.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Trilha do Sopapo

Durante os dias frios de agosto estamos finalizando a criação das músicas que farão parte da trilha sonora do Filme Documentário sobre o Tambor de Sopapo. Essas gravações são na casa do Lucas Kino, batera da Bataclã e responsável pela percussão na trilha. Imagens da Têmis, Coletivo Catarse.

Suíte Senzala
(Serraria e Redenção)

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Balada dos 3 akitas

Filmado no final da primavera de 2009.

Conflito que se desenha por área de quilombolas deflagra mais do que o aparente

Domingo, 3 horas da manhã.
Estamos parados em meio ao metro quadrado mais caro da capital do Rio Grande do Sul. Antes, passamos na avenida de um shopping classe A, por concessionária da Mercedes e por um McDonald's.
Deu pra ver algumas mansões, alguns condomínios horizontais que, de fora, mais parecem grandes prisões - chiques -, pela altura de seus muros.
O sono pegando forte, afinal, ontem havia sido sábado e a viagem de domingo não fora planejada.
Mas lá estávamos nós, uma equipe do Coletivo Catarse, Gustavo, Valentim e Bolivar, parados em frente a uma obra embargada, um "prédio pros filhos dos bacanas" - ouvimos isso outra vez que estivemos por ali.

Leia na integra no site da Catarse.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Rap Didático

O Pelota é artivista, raper e produtor musical. Articulador da Central Social, foi premiado com um interações estéticas ano passado. A proposta é das mais bacanas; Rap Didático.

Com letras que ajudam a entender o universo da gramática, certamente é um instrumento de estudo importante. Mas é mais do que isso. Com o microfone em uma das mãos e na outra um livro, Pelota simboliza o verdadeiro poder de transformação social, suas ferramentas mais eficazes; o estudo, a comunicação, a arte, a atitude. Para conhecer mais do trabalho do Pelota e da Central Social visita o blog:

centralsocialrs.blogspot.com



Para ver melhor clique em cima das imagens.

Sopapo no Teia

O Teia é um encontro nacional de Pontos de Cultura. Gente de todo o país, artistas, coordenadores de Pontos, uma grande festa da diversidade, uma oportunidade de troca única.

No encontro foi apresentado à rede de Cultura e Saúde, durante o Teia das ações, o projeto de resgate do tambor, sua história e algumas das canções compostas para o filme. Representando a Rede Sopapo estavam Sarah Brito, Têmis Nicolaidis e Sergio Valentim (Sopapo), Marcelo Cougo (violão e voz), integrantes do Coletivo Catarse, do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e da banda Bataclã FC, além de Diego Kurtz (cuíca), do Ponto de Cultura e Saúde Teia Viva. Tocando pandeiro, junto com a turma estava o Marcelo de Paula, do Ponto de Cultura e Saúde Vila na Trilha.

As fotos são do Jackson Brum do Circulando.

Diego Kurtz (Cuíca) e Sergio Valentim (Sopapo)

Sopapo na roda

Marcelo Cougo e o Sopapo

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Partido da Massa Cheirosa

Vejam o vídeo, acho que fala por sí. Mas embaixo tem u texto muito bom da Katarina Peixoto. Esse post é original do RS Urgente




Marco Weissheimer Rotating Header Image
O PSDB cheira mais: partido de massa cheirosa
Apr 11th, 2010
by Marco Aurélio Weissheimer.

Por Katarina Peixoto

A candidatura José Serra enfrenta dificuldades importantes, que ultrapassam o debate sobre a presença ou não do ex-governador de Minas Gerais como seu candidato a vice. Não é irrelevante sacar do bolso o slogan da campanha de Obama para tentar embalar a candidatura que se opõe à de Dilma. Revela, antes, uma falta de perspectiva e uma confusão de agenda. Talvez um celenterado acredite que Dilma se parece com Bush e Serra, com Obama. Fora da mídia das seis famílias, talvez não soe como algo razoável essa conversa de sim, nós podemos, o Brasil pode mais protagonizada pelo PSDB e ex-PFL, entre outras agremiações menos chegadas à lida democrática, porque é estúpido, além de mentiroso.

A campanha de Barack Obama, e portanto a sua agenda de campanha, orientou-se por uma posição frente à história e à tese delirante levada ao extremo pela direita estadunidense, de que não há alternativa ao destino.

No Brasil, quem sempre disse e atuou como não houvesse alternativa foi a turma que hoje apóia Serra e a quem, há mais de duas décadas, ele se juntou. Todas as críticas não racistas e não políticas levadas a cabo pela oposição à experiência do governo Lula concentraram-se na defesa da manutenção da grande agenda financista, exatamente embalada pela tese de que não havia alternativa. E o reconhecimento político, quando raramente houve, de algum acontecimento de responsabilidade do governo Lula sempre foi, pela oposição de direita, derivado de uma reivindicação – no mais das vezes delirante – de autoria.

O legado da oposição de direita ao Governo Lula não pode ser descrito como a defesa e menos ainda construção de possibilidades. E talvez aí resida o embaraço que deu lugar ao engodo do slogan feito a toque de caixa para lançamento da campanha de Serra. Talvez essa relação rançosa frente à idéia mesma de possibilidade na história seja mais determinante do que uma tentativa frustrada de manobra manipulatória velhos tempos da opinião pública, ou midiática. E esse vazio de agenda é mais preocupante do que ocorresse à esquerda do governo Lula. Porque, salvo uma ou duas seitas, os que marcharam para uma oposição de esquerda tem um mundo negativamente refletido e ressentido por que lutar (essa não quer ser uma observação desrespeitosa, em tempo).

O desmantelo da direita ao governo Lula exige muita reflexão e talvez venha a produzir algo intelectualmente robusto, porque é historicamente um fenômeno robusto. Não é exagero algum dizer que o grau de delírio e de racismo a que chegaram algumas expressões políticas ligadas à candidatura Serra revelam uma desorientação diante do momento histórico. É cedo para traçar um quadro completo, mas não para perceber que a experiência Lula presidente não causou confusão apenas do lado de cá. Ocorre, porém, de a história da direita sem agenda ser especialmente danosa e violenta. Então, o caráter cambaleante da candidatura Serra é um motivo razoável para atenção.

Fernando Henrique disse, entre outras coisas, na ocasião da convenção tucana, que é preciso trabalhar e estudar, defendendo Serra, que sempre fez ambas as coisas. O ataque foi uma reedição da ladainha fleumática contra Lula. FHC dizer isso é só mais uma nota nesse samba triste e sem cadência em que vem se embolando a oposição. Não tem importância; quem leva Fernando Henrique a sério não está entendendo o que está em jogo, no momento. O que importa, nessa declaração odiosamente classista e semeadora de irracionalidade, é ter FHC, para além de qualquer delírio pessoal que possa estar o vitimando, ter recorrido, em 2010, a tamanha baixeza.

A candidatura Dilma tem decerto fragilidades e é possível que venha a ter inúmeras disputas vinculadas à sua agenda. Há, “do lado de cá”, uma série indefinida de dificuldades a serem superadas. E há da parte de Dilma um legado de luta e de construção de possibilidades na gramática da desigualdade capitalista periférica, que engatinha na democracia. E ela sabe disso, assim como Serra sabe. Ponto para Dilma, mas um embaraço para o tucano, que não erra por ignorância, mas por desorientação e inércia históricas.

Uma das razões que saltam aos olhos para atestar a irrelevância política de Fernando Henrique é que nestas eleições, a ignorância não é categoria política da agenda classista da direita. Essa é uma razão que se tornou historicamente possível por causa da experiência Lula presidente, aliás. Outra razão que salta aos olhos é o discurso que mistura racismo, classismo, defesa de uma imaginária união nacional e de uma “verdade”, a ser jogada, disse Serra, sobre “eles”, os do lado de cá.

A cobertura que a Folha de São Paulo fez da convenção do PSDB talvez sirva para expressar, de maneira translúcida, o grau de violência a que a direita brasileira é capaz, enquanto fala em verdade e se diz popular, liquidando o possível, na história. A declaração da jornalista Eliane Cantanhêde não é infeliz pelo que diz estar reportando; nem mesmo o é pela falta de pudor e contenção em reportar o irreportável; é infeliz porque semeia o ódio, o preconceito e a intolerância.

O gesto de Cantanhêde está no que ela não fala, no que não é dito. E isso merece atenção.

segunda-feira, 15 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Aprenda a gravar o Sopapo


Use dois microfones na captação de sopapo: um eletrovoice (usado para bumbo de bateria, por exemplo) para captar freqüências graves na parte debaixo do instrumento e outro condensador na parte superior para captar a palma da mão. Deve-se colocar o instrumentista numa cadeira de pé, ótima medida para o resultado final pois a saída inferior de ar do instrumento precisa de espaço em relação ao chão para circulação das freqüências de graves e para que o microfone não seja atingido durante o toque do instrumentista (o que ocorre com facilidade se o instrumentista é posto na posição de pé dentro do estúdio, como se estivesse na avenida ao nível do chão ou num palco com os pés no assoalho). O uso da cadeira resolve isso assim como a possibilidade de o instrumentista tocar acavalado/sentado sobre o sopapo, boa alternativa também. Tome cuidado ainda com o ar condicionado pois vai interferir na afinação do instrumento, visto que a pele é de couro de cavalo ou gado, o que varia bastante com a variação de temperatura. Se precisar afinar às pressas pode ser feito com ferro de passar roupa junto com uma toalha ou secador de cabelo perto à parte superior do instrumento. A forma adequada é através de uma chave nº 13 para afinação conforme explicação do Mestre Batista, batendo com um martelo no aro superior sobre os parafusos grandes que ficam presos aos rebites de ferro e apertando os parafusos com a chave. Nesse caso, a ciência é o ouvido, a percepção da sonoridade que se quer tirar do instrumento. Batista sugere uma parelha de quatro sopapos, por exemplo, afinados cada um num tom: A (lá), C (dó), E (mi) e F (fá); montando assim o acorde de F7M. Talvez isso e certamente muito mais você vai ver com detalhes no documentário que está sendo produzido pelo Coletivo Catarse e Bataclã FC, com finalização e lançamento ainda em 2010: por exemplo, a ação mágica de um pedacinho de compensado com um martelo, todos juntos e sobretudo com um ouvido dotado de uma sabedoria ancestral constituem o peculiar kit de afinação de Mestre Batista. "O pulo do gato", diria o griô nascido no bairro Fragata em Pelotas e morador hoje do bairro Santa Terezinha, Rua São Jorge. O pulo do gato: um dentre muitos outros, digo eu.


Voltando às dicas de gravação: depois na mixagem pode-se juntar os dois canais (gravados separados com 2 microfones diferentes) ou até usar pistas separadas dependendo do que se quer no arranjo da canção (se fôr o caso). Microfone da parte superior para células rítmicas mais recheadas de semínimas com uso das bordas do instrumento ou microfone inferior para marcação (surdo de 1ª) no centro do sopapo. Na foto de Richard Serraria, Alessandro Brinco (mestre de bateria dos Imperadores do Samba) gravando terceiro disco da Bataclã FC na Tec Áudio, janeiro de 2010. As dicas acima são fruto de uma experiência em estúdio ao longo desses 11 anos de trabalho ininterrupto (desde 1999 quando estivemos no Colégio Pelotense nas primeiras oficinas de construção dos 40 sopapos para o Cabobu, em que trouxemos o primeiro exemplar de sopapo à Bataclã FC) com o instrumento secular das charqueadas adaptado ao contexto de uma banda de rock.

Texto de Richard Serraria para o blog Tambor de Sopapo

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tambor de Sopapo



A Rede do Tambor de Sopapo conta agora com um blog para atualizar as coisas do projeto e outras ações que envolvam o instrumento. Essas são as últimas de Pelotas, gravações para documentário:


Dna. Sirlei, carnavalesca e griô, patrimônio vivo do carnaval de Pelotas.


Mestre Baptista, carnavalesco, griô e o luthier de Pelotas que fabrica o instrumento.


Dilermando, coordenador da ong Odara,
músico percussionista e aprendiz de griô do Mestre Baptista.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Bataclã FC no Fórum Social Mundial











A Bataclã FC fez dois shows durante as atividades do Fórum Social Mundial, que aconteceu em Porto Alegre e região Metropolitana. Na abertura do FSM, segunda, na Prainha do Gasômetro, a frustração pelo péssimo tratamento aos músicos que não fazem parte da "elite" midiática local. Desrespeito, atropelo, falta de organização foram sentidas na pele por quem estava lá para celebrar a diversidade da música feita no RS. Coisas de quem prepara tudo no atropelo, para não ter perdas políticas, pois duas semanas antes da abertura do Fórum, Porto Alegre ainda não tinha preparado uma agenda cultural. Subimos ao palco sem ter passado o som, às 18:20 da tarde, sem público, pois ainda acontecia a Marcha de abertura do Fórum e fomos convidados a sair 12 min depois.

Totalmente diferente foi o show de quinta, organizado no Acampamento Internacional da Juventude, em Lomba Grande, na noite do MPB. Muitos artistas de outros estados. Apesar de uma passagem de som bastante demorada, o clima era de confraternização e alegria. Os shows foram muito bem recebidos pelo público que aumentava a medida que avançava a madrugada.

As fotos são de Ana Lúcia Valdez, show no Acampamento. Foi uma noite de muitas estréias: Têmis Nicolaidis nas imagens, Sara Brito na Produção Executiva, a energia da gurizada e a manha dos veteranos, o axé de Mestre Chico...como disse o Serraria: Os Uniformes laranjas de novo em ação!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cresce a Rede Sopapo


Cresce a Rede Sopapo durante o Fórum Social da Periferia

A Rede Sopapo, criada para resgatar o Tambor de Sopapo e sua contribuição cultural, celebra a adesão da Casa Brasil e da banda Bataclã FC, no dia 05 de fevereiro, às 14h, durante o Fórum Social da Periferia, que será realizado em Pelotas / RS.

O Fórum Social das Periferias é uma iniciativa da Uniperiferia / Rede Periferias, identificada com o empoderamento autônomo e sustentável de comunidades e grupos sociais em situação de desfavorecimento.

A atividade da Rede Sopapo será transmitida ao vivo pelos sites do Coletivo Catarse, da Rede Vidadania e Bataclã FC.
Foto anexada de Coletivo Catarse sobre Mestre Batista.
Para a Rede Sopapo trazer à tona a história deste instrumento é de interesse de toda a sociedade, pois traz consigo o registro material da existência do negro e sua contribuição cultural em uma região dominada pela predominância do positivismo branco.

Esta rede constitui-se, então, a partir da articulação de um conjunto de realizações já em andamento e projetadas para o futuro. Nesse sentido, integram-se diversas instituições em uma teia de relações que visa a tão somente fortalecer e potencializar ações de promoção da identidade do negro nesta região do Brasil.

Atualmente participam da Rede Sopapo o Coletivo Catarse, os Pontos de Cultura Quilombo do Sopapo, Ventre Livre, Teia Viva e o Movimento de Apoio ao Mestre Batista.
Saiba mais sobre a REDE SOPAPO no texto anexado.


Tambor de Sopapo está na raiz da história do extremo sul do Brasil. Desde as charqueadas até o embalo dos carnavais de rua de Pelotas e de avenida em Porto Alegre. No entanto, a partir dos anos 1970, o processo de carioquização do carnaval brasileiro fez com que este instrumento de difícil construção e de grande porte fosse substituído por instrumentos conhecidos como surdos, também de sonoridade grave e com processo de construção insdustrializado. Como resultado, o tambor de sopapo esteve em vias de extinção, iniciando-se um resgate no ano de 2000, através de iniciativas como o Projeto CABOBU.



As atividades do Fórum Social das Periferias acontecerão em Pelotas, entre os dias 3 e 7 de fevereiro de 2010, nas estruturas existentes no entorno do CDD - Comitê de Desenvolvimento do Dunas (Incubadora / Projeto Casa Brasil, Estádio Esportivo, Centro Comercial, Escolas, Associação de Bairro e Comunidade Católica), na Av. Ulisses Guimarães, 2057 - Loteamento Dunas.



A banda Bataclã FC atua politicamente através de sua força expressiva e musical, entendendo a arte como veículo de transformação social sobretudo. Mestiçagem musical: rock, rap, samba gaúcho, peso, conectividade, poesia, trabalhando ainda com o ativismo musical; eis as ferramentas de transformação.



CONTATOS:

Coletivo Catarse

51.3012.5509

www.coletivocatarse.com.br



Pedro De Camillis

51.9826.4685

pdcamillis@gmail.com
pedro@coletivocatarse.com.br

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Crenças a céu aberto

Essa canção nasceu da leitura de uma coluna na revista Caros Amigos, assinada pelo Gilberto Vasconcelos, que tratava da vida e da obra do historiador, folclorista e antropólogo Luis da Câmara Cascudo, um estudioso apaixonado pelas coisas do Brasil e do seu povo. O trabalho de arranjo é coletivo, com uma boa produção do Guilherme. O vídeo é realização da Têmis Nicolaidis, colega de Coletivo Catarse e no Ponto de Cultura Ventre Livre. Seu primeiro trabalho na banda.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

AC

Ação Caô na abertura do Ponto de Cultura Ventre Livre: Bódi do Belomé (gaita e teclados), Richard Serraria (viola e voz) Sérgio Valentim (Percussão) e Marcelo Cougollo (guitarra e voz), mais a criançada e a turma boa que aparece por todo o vídeo. Foi um dia de festa e alegria, nos divertimos e vimos juntos nossos planos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Inauguração do Ponto de Cultura Ventre Livre

Dia 22 de dezembro foi dia de festa na Galiléia. Muitas atividades e visitas bacanas marcaram de forma especial essa data. A casa e a rua estavam enfeitadas para receberem a oficina de Grafite, com a Ana Luiza Leite e a gurizada da rua, Feira de Natal com o Grupo Artebela, exposição de de fotos na lata, com a Silvinha, testes de luz para o Projeto famílias do jardim, com a Fernanda Rechenberg, show da Ação CaÔ, com Serraria, Bódi, Valentim e Cougo, visitas da galera de outros Pontos de Cultura e do Posto de Saúde Divina Providência, Filmes, além do lançamento da Rede Sopapo, (que falaremos mais em outro momento), a alegria pelo momento presente e pelo que virá!